quinta-feira, 6 de novembro de 2008

escuta aqui.


As vezes eu preciso escrever e as vezes eu preciso pensar. As vezes eu preciso parar, pra perceber que eu preciso continuar. E as vezes eu tomo vinho, e comeco a rimar.

Foram dias estranhos e sem sentido. Virei meu proprio estudo de caso, pra entender um pouco mais sobre tudo. Tentei o por que, mas dessa vez para chegar ao como. E percebi como eh facil esquecer que sentido nao se busca, se da. Minhas longas viagens de metro, por exemplo, ganharam varios sentidos. Eu nao acho que tive tanto tempo livre na minha vida para pensar em mim mesmo e no que eu quero. Todo mundo quer atencao, mas no fundo, o quanto de atencao voce da ao que voce mesmo quer?

Eu me ouvi e transformei numa lista, no meu iPod, no meu bolso, perto de mim. Aprendi como eh facil esquecer coisas que acreditamos, principios que fazem parte do que somos e o mais importante, perder a clareza de saber quem somos e o que queremos. Se vamos a algum lugar, que pelo menos possamos nos dar a chance de escolher o onde e o por que. E foi assim que eu fui de um lugar ao outro, de uma pessoa a outra, ou do Brasil ateh aqui. Sei que se eu ver la na frente, nao me importa o que esta no caminho e vai me fazer tropecar.

E ai, se eu presto bastante atencao, ateh as sacolas de supermercado falam comigo.

prestatencao#1: Blog, blog meu, alguem tem uma vista no trabalho melhor do que eu?


prestatencao#2: Me liga baby, por que apesar do cabelo, eu pareco importante.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

amanha eh segunda-feira



Eu lembro que a ultima vez que eu chorei foi quando eu estava dentro do aviao, sobrevoando San Francisco. Foi muito estranho ver a mesma imagem que eu tanto via pelo google earth, mas ali, bem na minha frente. Sabendo que a partir daquele momento eu poderia explorar tudo aquilo com meus pes, nao mais usando o cursor do meu mouse. Foi quando eu senti que tudo era real, e a minha ficha comecou a cair.

Hoje, nao tenho certeza se minha ficha caiu ou continua na beirinha, me separando da realidade que eu vivo e das coisas que eu ainda nao sei se eu entendo. Complicado assim. Este final de semana, descobri que estou aprendendo coisas que eu nem sabia. Eu vim preparado para economizar meu dinheiro, para enfrentar os desafios da lingua, para arrastar minha mala quantas vezes fossem necessarias para achar meu proprio canto. Mas a saudade apertou e acabou me esgamando nos ultimos dias, e pra isso, eu nao estava preparado.

Ontem eu mergulhei em uma garrafa de vinho e encomodei. Encomodei certas pessoas e com isso encomodei a mim mesmo. A fracao de novos sentimentos, bons e ruins, eh muito grande e voce se perde. Eu me perdi um pouco. Talvez por eu nao ter todas as bases que me seguravam, todas as coisas que me distraiam de mim mesmo, todas as pessoas que me ajudavam a ver quem eu sou. Eu tenho um monte de gente e nao tenho ninguem. Eu tenho um milhao de abracos, mas todos la, em outro continente.

Entao se hoje eu fosse chorar, seria pela mesma ficha, que assim como eu, se eliquibra para nao cair. Mas tambem pelo que aprendi, e pelo que aprendi a valorizar. Pelo vazio, mas tambem por aprender que eh soh abrir as portas certas. Por aquilo que eu consegui e por aquilo que ainda sei que posso alcancar. Se eu conseguir aproveitar o melhor, de cada pior momento, posso fazer toda essa experiencia maior que eu imaginei.

Entao deixa a ficha la, que eu me viro aqui. Me desculpe qualquer coisa, e deixa que comigo eu me entendo.

ps.: fiz um video para deixar voces tontos com um pouquinho da minha rotina.

sábado, 1 de novembro de 2008

why so serious?


Entao, depois de passar a semana fritando a cabeca com traducoes, eu pirei e decidi pintar a cara. Era Halloween e intimei a colombiana e o turco pra fazermos algo. Ninguem queria vestir fantasia e nem dava tempo pra comprar ou alugar alguma coisa. E ai eu disse, vamos pintar a cara. O turco disse que nao, e nao conseguiu explicar o por que. Talvez religiao, talvez preconceito, talvez ele nao sabe falar ingles. A colombiana queria ficar bonitinha entao ela fez uma batigirl, pra entrar no clima comigo. Eu fui logo fazendo uma homenagem ao melhor vilao do ano, do ano passado, e do proximo ano. E carreguei a mensagem do why so serious, por que vale a pena.

Pegamos um metro, um onibus e andamos um pouquinho pra chegar na Castro com a Market. Os transportes publicos estavam cheio de bruxas, cachorros, pessoa-balao, pessoa-banana, pessoa-caixa-de-pizza, piratas, pessoa-moldura, gente pintada aleatoriamente, teletubies, happy tree friends, e uma inifidade de outros bichos e personagens. Parecia que eu tinha pego o metro para a terra do crack. A cena mais inesquecivel foi ver uma pessoa vestida de caixa de leite atravessando a rua correndo.

Demos umas voltas, mas nao entramos na Castro por que nao poderia beber la esse ano. Mas andamos pela Market rindo das fantasias mais absurdas, e depois paramos em um bar pra beber umas cervejas e conversar como se fosse uma coisa normal. Infelizmente aqui ainda dependo do metro, e o safado soh funciona ateh uma hora da manha. Cheguei em casa e tomei um banho de agua escaldante pra tirar toda a tinta que me corroia.

Hoje eh sabado, e vamos ver o que acontece. Ai vai uma foto com minha parceira de tinta na cara:

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

vem aqui, cachorrinho


Saca quando voces tao indo pro trabalho, dai de repente tem um veado andando na calcada? Entao, por mais bizarro que isso soe, acontece. De longe achei que fosse um cachorro, meio grande, sei la. Encontrei ele na frente da casa do cara que me da carona pra Pt Richmond, la em Berkeley.

Bom, animais passeando pela cidade a parte, mandei um e-mail gigante e cheio de argumentos pro meu chefe, denovo, mas dessa vez falando sobre as traducoes que eu estou fazendo. Mas nao adianta, ele se faz bobo eu acho. Eh muito engracado como a cabeca pode ficar confusa quando voce fala duas linguas ao mesmo tempo. As vezes eu comeco a falar em ingles e termino em portugues. As vezes eu comeco em portugues e termino em ingles. As vezes eu falo portugues e juro que estou falando ingles, ou vice-versa. Tenho que dobrar o meu vocabulario na cabeca, e nao eh como meu teclado que eh soh mudar a configuracao de uma lingua para outra que tudo funciona. Portanto, vou catalogar o nome de voces por numeros por um tempo pra eu poder decorar atoleiro, vocorosa, mata-burros, talhao, veterosa, bacia hidrografica, graminias, entre outras, tanto em portugues como ingles. To brincando.

O pessoal do escritorio longe me disse que meu chefe nao quer que eu fique trabalhando em Emeryville por que ele acha que o pessoal daquele departamento pode me roubar. E isso me deu a ideia de me oferecer pra ser roubado. Sei la, lei da sobrevivencia.

E tirando a chuva de hoje e o frio da semana, amanha eh Halloween. As pessoas decoram mais as casas pra isso do que nos no Brasil decoramos pra natal, eh incrivel. Entao amanha eh dia de fazer alguma besteira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

de volta a onde eu nao queria mais voltar


De volta a Pt Richmond, e eu nao, nao, nao gosto. Eu continuo traduzindo relatorios chatos, mal escritos e cheios de palavras ridiculas - alguem ai faz ideia do que eh um Mata Burro? Bom, a traducao eh cattle grate, se alguem um dia precisar.

Agora pego uma carona, depois de pegar um trem e andar 15 minutos, eh claro. Deixei bem claro pro meu chefe que isso nao me alivia, e nem meu bolso tanto assim. E ainda consegui esquecer que eu teria que trocar de trem hoje de manha e acabei conhecendo uma estacao nova. E ai eu voltei uma estacao, depois fui denovo. Eu vou comecar a escrever meu nome nos bancos dos metros pra brincar de vamos-ver-onde-minha-bunda-ainda-nao-amassou.

Enquanto a Starbucks me ama enquanto eu amo cafeina, o escritorio bonito me liga e precisa de mim. A menina legal de la tambem me manda e-mail pedindo algumas ajudinhas e me chama de awesome e champ, e por mais garcom do blu lanches que isso soe, aqui eu gosto. No escritorio bonito eu quero ter tempo pra fazer tudo que me pedem e aquele pouquinho extra, no escritorio longe, 5 minutos parecem 20 e as vezes da vontade de enfiar o dedo dentro do olho e girar pra passar o tempo. E a boa noticia eh que hoje eh segunda-feira.

A foto eh de um hotel perto do meu predio por la. Sera que nao consigo umas diarias por la se eu mostrar minha identidade imaginaria? Nao, nem quero.

sábado, 25 de outubro de 2008

a hard days night


Hoje o dia comecou bem. Excel eh meu novo photoshop e eu to gostando disso. Tive que fazer uma planilha e passei mais tempo me preocupando em deixar ela bonita do que funcional. Mas tenho certeza que ela ficou os dois. Alias, eu deveria colocar ela no google docs mas vou arrumar uma desculpa, senao, sabe como eh publicitario: vai estragar meu layout. Logo depois dessa diversao, meu chefe de longe me disse que preciso ir a Pt Richmond, nao tem jeito. Quando eu descobri isso, desci escondido e fui la pra frente do mar pensar um pouquinho. Na frente do mar tudo parece mais facil.

Meu chefe ateh esta comovido, mas acho que ele esta eh com ciumes que eu estou adorando Emeryville. Fiquei arrasado que preciso mesmo ir pra la. Ele ateh me descolou uma carona que eu nem queria e talvez vah rolar um extra pelo transporte. Mas a batalha nao esta perdida enquanto nao esta vencida, entao vou descobrir bem o que eles precisam de mim por la, e ai tentar denovo nunca-mais-pisar-la.

Enfim, sai do escritorio com uma permissao pessoal de odiar o mundo por alguns minutos e passou. Mandei uma mensagem para o turco e a colombiana dizendo que eu chegaria em casa as 7 e que as 7:30 eu queria os dois prontos pra gente sair, sei la pra onde. E deu certo, saimos sem saber pra onde e acabamos na Powell St, um lugar bacanissimo. Demos algumas voltas por la, subimos no topo do predio de uma Macy's onde tem a Cheesecake Factory, um restaurante-bar-confeitaria muito legal. De la ficamos soh com a vista por que estava muito cheio. E a vista segue ai pra voces:

Depois continuamos a procura de um bar pra afogarmos nossas semanas. Eis que virando algumas curvas, achamos um Irish Pub. Depois de alguns sinais universais, pegamos uma mesa. Tomamos algumas cervejas - um mega cardapio de cervejas fodissimas - e acompanhamos com fritas e tudo. Tomei, entre todas, uma chimay direto da torneirinha.

Depois de algumas cervejas, voltamos ao assunto do turco precisar de um trabalho e a colombiana foi logo chamando um garcom com cara de mexicano e batendo um papo em espanhol. A dica era o turco deixar o telefone com a dona do bar que as vezes ela precisa de gente e a grana eh boa. Pagamos a conta e fomos resolver isso. Peguei um cartao e falei pro turco escrever o nome dele, o telefone e escrever "garcom" embaixo, e transformamos um cartao da embaixada colombiana em um business card pra ele. Fomos procurar a dona, e segundo o mexicano, ela estaria usando uma blusa branca. Depois de muita confusao, da colombiana vir chamar a gente e falar 5 minutos espanhol achando que era ingles, o turco saiu procurando a dona. E falou com a mulher errada. Eu e a colombiana estavamos chorando de rir e o turco perdido entrando e saindo do bar procurando a dona e ensaiando algumas palavras. Peguei o cartao e falei com a dona eu mesmo, me apresentei como Ata - o turco, e pedi pra ela me ligar se tiver alguma coisa.

Fomos rindo ateh a estacao de metro e encontramos a atriz porno perdida por la, fumando um cigarro. Ela nao sabia pra onde estava indo, que horas chegaria, talvez nem o nome dela. Mas ela eh assim mesmo. Chegamos em casa e eu me preparei uma tortilla com papel e decidi que era melhor dormir mesmo.

Bah, boa noite.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

apenas mais uma quinta-feira

Ontem peguei a Van que me leva do escritorio bonito ateh a estacao do BART e fui conversando com uma menina que trabalha comigo. Ela fez um intercambio na franca, e por isso, se sentiu comovida e me convidou para uma viagem de carro, qualquer hora dessas. E me contou do dia que pegou a van errada pro trabalho e eu achei engracado. Ai, incoscientemente, eu fiz a mesma coisa hoje de manha.

Peguei a van errada e soh percebi meio que tarde demais. A moca do meu lado sugeriu eu ficar na van que ela voltaria pra estacao. Mas eu nao queria fazer todo o caminho denovo. Desci em qualquer lugar em Emeryville, que eu nao conheco, e decidi que seria uma boa ideia achar meu predio. Escolhi uma direcao e fui, ninguem sabia me dar informacao e eu nem tava querendo muito mesmo. O problema eh que tem muita rua sem saida por la, entao eu acabei andando um pouco mais que eu esperava. Ai eu percebi que estava na direcao certa, mas nao tinha como ir reto naquela direcao. Nao tinha, mas tinha. Fui atravessando terreno de casa, entrando no portao, pegando elevador pra passar por cima de trilho de trem e rindo da minha cara mais uma vez. Mas foi divertido, sem duvida.

No almoco eu tava meio cansado por causa disso, ai passei na Starbucks do meu predio e me peguei um tal de um cafe gelado com vitaminas. Quando sentei no Paradise Now pra tomar, como de habito, comecei a ler a embalagem e descobri que aquela merda tinha ginsen, cafeina, malto-dextrina, taurina e mais um monte de porraina que ja tava me fazendo tremer. Joguei aquilo fora por que eu ja tava com vontade de me jogar no mar e atravessar a bahia nadando ateh San Francisco. Na boa, nao quero ser mais um desses americanos que precisam disso tanto quanto meu celular precisa de tomada.

Na volta pra casa passei na Tula pra pegar meu cartao do banco, da minha conta bancaria, com direito a cheque bancario. Eu pareco um milionario, mas quem dera. Eu e a Tula quase nos matamos pra desbloquear o meu cartao e ta tudo certo. Depois disso, assistimos finalmente carmem miranda, que ela tanto queria. E ela canta junto, na versao ingles, ela eh uma caixinha de surpresas.

E ai voltei pra casa e to bem cansado, mas feliz que amanha eh sexta. Nao tenho planos, a nao ser o plano de fazer qualquer plano. E decidi que vou comecar a responder comentarios do blog nos proprios comentarios do blog, pelo menos assim eu consigo responder. Boa noite, Brasil.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

reflexoes de uma mente estrangeira


Alguem disse, algum dia, em algum momento bem lucido, que menor que nossos sonhos nao podemos ser. A xuxa, por sua vez, disse que sonhos vem pra quem sonhar. Mas eu nao gosto mais da palavra sonho. Eu gosto das palavras objetivo e satisfacao, por mais metodico que isso soe. Um sonho de nada serve se nao se tornar um objetivo. Um objetivo conquistado de nada adianta se voce nao se sentir satisfeito. Os maiores objetivos trazem os maiores desafios, e a dadiva de aprender a se sentir satisfeito com as pequenas coisas eh o que nos preenche e nos torna grande. Bem maiores que nossos sonhos: voce sente, vive e eh real. Acredito mesmo que menores que nossos sonhos nao podemos ser, mas acredito cada vez mais que cada dia eh uma nova possibildade de sermos bem maiores que eles. E entao eu corrijo a xuxa e digo que objetivos eh que vem pra quem sonhar. E corrijo o lucido, e digo que menor que nossa satisfacao nao podemos ser. Palavras de um satisfeito.

Informacao complementar #1: na reuniao fiquei sabendo que os clientes do Brasil nunca responderam tanto e tao rapido ao envio de ordens de servico, como agora.

Informacao complementar #2: eu recebi a noticia de que vou ter que me mudar mais uma vez antes da macadventure-house.

Informacao complementar #3: eu fui discaradamento plageado: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=57640

terça-feira, 21 de outubro de 2008

nada de especial, fora tudo


Nada de diferente para postar, na verdade. Essa semana eu trabalho em Emeryville e isso eh um alivio. Hoje falei com meu chefe por e-mail, o que mora longe, e pedi pra ele num e-mail quilometrico e cheio de argumentos para eu nao precisar ir mais para Point Richmond. Semana passada completei 20 horas de transporte entre meu trabalho e a casa em apenas 5 dias. Para ilustrar melhor as contas, foram 15 metros, 12 onibus e pelo menos uns 2 kilometros andando, no total geral. Sem contar que todo esse passeio me custou aproximadamente 85 dolares. Alias, eu demorei 20 horas do brasil ateh aqui, eu acho, soh pra comparar mais um pouquinho. Num desses dias eu me permiti ateh dormir dentro do BART, e por um cutucao de uma forca superior eu acordei bem na estacao certa. Nada como oculos de sol e sorte.

Enfim, amanha tenho uma reuniao no escritorio bonito. Fico imaginando que vou estar naquela sala com 15 americanos falando yeah yeah, no no, e sorrindo pra mim com uma expressao do tipo: vamos ser simpaticos com o ET do Brasil. Mas eles sao.

E soh pra finalizar, nao estou mais almocando no Heaven's, aquelas mesinhas na frente do mar pertinho do meu predio. Mudei de nivel e agora eu almoco no Paradise Now, em cima do mar dessa vez, num pier que eu achei (foto). Como falei, nada de especial.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

good people happens to good people


Introducing Ka. Essa eh a menina que disse sim ontem, quando eu a convidei para me tirar de casa, que me levou pra fazer compras, e que ateh me convidou para passar o natal com a familia dela. E se for o caso, eu vou.

Ontem a noite saimos para um papinho e a Ka me levou num lugar perfeito. Um barzinho escondido no centro de SF, chamado Bossa Nova. Dentro eh uma surpresa bem agradavel. E ainda tomei um otimo chopp hafeweizen ouvindo bossa ao vivo, e na sequencia batucamos de levinho a mesa enquanto cantavamos que moravamos num pais tropical, abencoado por deus, e muito bonito por natureza. No cardapio tinha ateh porcao de coxinha entre outras coisas que voce nunca achou que sentiria falta.

Pra aproveitar o post, sabado a noite eu atingi meu alge gastronomico nos estados unidos e fui selecionado para fazer uma panelada de brigadeiro pros estrageiros aqui da casa. Detalhe para meu avental que escolhi a dedo. E sim, nos temos leite condesado.


Da esquerda para a direita: o garoto frances que nao faco ideia do nome, Yoko (esse nao eh o nome dela, mas como eu nao conseguia pronunciar o nome certo ela me deixou eu chamar ela de yoko), Ellis a garota francesa namorada do garoto frances, o brigadeirista e Isabel, a amiga da colombia.


E pra aproveitar mais um pouquinho o post, essa foi uma foto da quinta feira passada, na festa particular que promovi no meu quarto. Turkish boy, cervejista, Yoko e a atriz porno fazendo doce. Na sexta trabalhei com um pouco de ressaca por causa disso, e tive que traduzir coisas do tipo "atoleiro" e "fazenda terezinha". Eu tive um mix de ataque-de-riso com vontade-de-dar-um-salto-mortal-carpado-do-segundo-andar e cair de cabeca. Cabeca essa, que por sinal, chegou num acordo com o coracao e viram que nao valia a pena bater-boca.

E agora com licenca que eu tenho um milhao de roupas pra lavar.

domingo, 19 de outubro de 2008

tres cervejas e algumas metaforas

A cabeca e o coracao andam discutindo. O coracao fala e fala, mas a cabeca nao deixa ninguem ouvir o coracao. Talvez a cabeca seja uma tipica cabeca italiana: fala alto e quer ter sempre razao. E ai o coracao faz doer pra ser ouvido. E com isso, a cabeca nao pode. Mas ela continua tentando. E ai o coracao faz gestos e sinais, e no fundo, eu nao sei bem o que ele quer dizer, mas se me perguntarem eu soh sei dizer que ele quer demais. Pelo menos eh o que a cabeca me diz, sem parar.

E quanto mais eu ignoro o coracao, melhor pra mim, segundo a cabeca. Mas como saber quem eu devo ouvir, quando os dois, no fundo, falam sobre a mesma coisa. Um eh razao, o outro emocao. E eu gosto de emocao, e quem nao gosta. Eu gosto de sentir, mas a cabeca nao me deixa. A cabeca ve realidade, ve logica e age calculadamente. Ela domina o coracao, mas nem tanto. E o coracao fala baixo, mas nao cala a boca.

Entao eu largo a briga. Deixo entre eles, o coracao e a cabeca, e me faco uma terceira pessoa. Uma pessoa sem cabeca e sem coracao, ateh eles se entenderem. O coracao vai fazendo doer, a cabeca ameniza, e eu fecho o olho um pouquinho e nao ouco nenhum dos dois. Talvez seja a cabeca ganhando a briga, talvez o coracao esta cansado. Eu nao sei bem. Mas todo mundo cansa. Ateh a cabeca, ateh o coracao. Ateh eu.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

while everyone is lost, the battle is won



a musica do ano, para baixar e ouvir bem alto.